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02/09/2014 - Economia capixaba cresce 1,8% no segundo trimestre de 2014

O Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo registrou crescimento de 1,8% no segundo trimestre de 2014 em relação ao trimestre anterior. A estatística demonstra uma recuperação da economia capixaba. A economia do Estado teve resultado positivo em todas as bases de comparação avaliadas.   O bom desempenho do segundo trimestre reverteu o comportamento negativo medido no trimestre anterior. Assim, no acumulado do ano, o Espírito Santo somou 1,1% de crescimento. Os dados foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e representam uma estimativa do PIB estadual, que é a soma das riquezas geradas pelo conjunto dos diversos setores da economia capixaba.

01/09/2014 - Na 14ª queda seguida, mercado baixa para 0,52% previsão de alta do PIB

Nova revisão para baixo aconteceu após IBGE apontar recessão técnica.
Analistas projetam manutenção dos juros em 11% ao ano nesta semana.

 

Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter informado que a economia brasileira teve retração de 0,6% no segundo trimestre deste ano e que estaria em "recessão técnica", o mercado financeiro revisou novamente para baixo sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.


O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia. A recessão técnica se caracteriza por dois trimestres seguidos de PIB negativo.

De acordo com a pesquisa com economistas dos bancos divulgada nesta segunda-feira (1) pelo Banco Central, a expectativa para o crescimento da economia do país em 2014 recuou de 0,70% para 0,52% na semana passada.

O relatório divulgado pelo BC é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

As projeções do mercado para o PIB têm caído ao longo do ano. Esta foi a 14ª redução consecutiva do indicador. Em julho, o jornal britânico "Financial Times" comparou esse movimento à "dança da cordinha", brincadeira em que o desafio é passar por baixo de uma corda que fica mais perto do chão a cada rodada.

Governo mudará previsão
Após a divulgação do PIB do segundo trimestre, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que revisará a previsão anterior, de crescimento de 1,8% da economia neste ano. “Teremos que revisar para baixo a expectativa no relatório [de receitas e despesas do Ministério do Planejamento] de setembro”, disse, na última sexta (29).

Para 2015, a previsão do mercado para a expansão do PIB recuou de 1,2% para 1,1%. Na última divulgação, antes de sair o PIB do segundo trimestre, o governo manteve a projeção de alta de 3% no ano que vem.

Inflação
A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do pais, ficou estável, na semana passada, em 6,27% para este ano. Para 2015, a previsão avançou de 6,28% para 6,29%.

Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%, mas com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

 

Taxa de juros estável nesta semana
Para conter a inflação, o BC subiu os juros entre abril do ano passado e maio deste ano, influenciando também o ritmo de atividade.

Com taxas maiores, há redução do crédito e do dinheiro em circulação, assim como do número de pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços caiam ou parem de subir.

Nesta semana o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, se reúne para definir como fica a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira.

Na última reunião, ela foi mantida em 11% ao ano. A decisão será anunciada na próxima quarta-feira (3) após as 18h.

A expectativa dos analistas dos bancos é de que a taxa permaneça em 11% ao ano até o fechamento de 2014. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico recuou de 12% para 11,75% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 ficou estável em R$ 2,35 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 2,50 por dólar.

A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 recuou de US$ 2,50 bilhões para US$ 2,17 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial ficou estável em US$ 8 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte caiu de US$ 56 bilhões para US$ 55 bilhões.

28/08/2014 - Salário mínimo previsto para 2015 será de R$ 788,06, diz ministra

Valor consta no projeto da Lei Orçamentária entregue pelo governo. 
Ministra do Planejamento levou o projeto ao presidente do Senado.

 

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou nesta quinta-feira (28) que o Projeto de Lei Orçamentária elaborado pelo governo prevê salário mínimo de R$ 788,06 a partir de 1º de janeiro de 2015. O valor representa um reajuste de 8,8% em relação aos atuais R$ 724

Belchior fez o anúncio após entregar o projeto da Lei Orçamentária ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Depois de ser entregue ao Congresso, o projeto passa pela análise da Câmara e do Senado e pode sofrer alterações antes de ser aprovado.

Segundo a assessoria da ministra, o impacto do aumento do salário mínimo nas contas públicas, com o pagamento de benefícios, será de R$ 22 bilhões em 2015.

O valor do salário mínimo é calculado com base no percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano retrasado mais a reposição da inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“O salário mínimo previsto no Orçamento para 2015, a partir de janeiro de 2015, será de R$ 788,06. É a regra que está estabelecida de valorização do salário mínimo”, disse a ministra do Planejamento ao deixar o gabinete do presidente do Senado. O valor é superior à previsão inicial, de R$ 779,79, divulgada em abril passado.

A auxiliar da presidente Dilma Rousseff disse que as “grandes prioridades” do projeto são as áreas de saúde, educação, combate à pobreza e infraestrutura. O prazo para que o Executivo envie sua previsão de como vai arrecadar e gastar os recursos públicos termina sempre no dia 31 de agosto, conforme determina a lei.

Tramitação no Congresso
A ministra Miriam Belchior pediu ao presidente do Senado uma “análise rápida” da proposta na Casa, de modo que seja aprovada até o final do ano, prazo que não precisa ser cumprido obrigatoriamente pelo Congresso Nacional. Ainda assim, Renan Calheiros confirmou que o parlamento deverá votar o Orçamento até o final do ano, apesar de o Legislativo estar em recesso branco devido ao período eleitoral.

"Esse é o desafio, votar o Orçamento até o final do ano. Vamos certamente ter um ano mais difícil em 2015 e é fundamental que tenhamos orçamento com começo, meio e fim, exequível, para que o país possa retomar a confiança. Vamos ter que otimizar o período que vai do final da eleição até o recesso do final do ano. Mas nós temos que entregar o Orçamento, esse é o dever fundamental do Legislativo", declarou o senador do PMDB após o encontro com a ministra do Planejamento.

“Coloquei toda a equipe do Ministério do Planejamento à disposição do Congresso Nacional para os esclarecimentos necessários, para que o Congresso possa fazer uma análise rápida do Orçamento e possa votá-lo até o final do ano, prazo com o qual o presidente do Senado confirmou que é possível fazer”, declarou Miriam Belchior.

Outros detalhes sobre a proposta orçamentária, segundo Belchior, serão dados durante coletiva de imprensa no Ministério do Planejamento.

O Congresso Nacional ainda não aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, que deveria servir de base para a elaboração pelo Executivo da proposta orçamentária. Deputados e senadores entraram em recesso informal, chamado “recesso branco”, para poderem se dedicar à campanha eleitoral nos seus estados e só deverão retomar as atividades plenas nas casas após o segundo turno, marcado para 26 de outubro.

A Constituição determina que o recesso oficial do Legislativo só poderia ocorrer se os parlamentares aprovassem a LDO até o último dia de trabalho do semestre (neste ano, 17 de julho).

28/08/2014 - Governo mantém em 3% previsão de crescimento do PIB de 2015

Mercado financeiro, porém, já projeta expansão bem menor: 1,20%.
Para inflação, expectativa do governo é de 5% para o IPCA de 2015.

 

O governo federal manteve em 3% a sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2015, mesmo valor divulgado em abril. A informação consta na proposta de orçamento federal do próximo ano, enviada nesta quinta-feira (28) ao Congresso Nacional.

A expectativa do governo para o crescimento da economia brasileira no próximo ano está bem acima do que prevê o mercado financeiro. A previsão dos economistas dos bancos é de que o PIB brasileiro tenha uma elevação de apenas 1,2% no ano que vem.

"Problemas conjunturais que tivemos no início desse ano não vao se repetir no inicio de 2015. A recuperação da economia mundial está sendo mais lenta do que os analistas previam, mas é licito prever que ecomoia estará um pouco melhor do que em 2014 e 2013. E tivemos seca no início deste ano, o que afetou preços de energia e causou pressão inflacionária, especialmente sobre alimentos", declarou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Ele admitiu, porém, que é "natural" que o governo revise, no fim deste ano, a previsão de alta de 3% para o PIB do próximo ano. "Em 2015, faremos a projeção mais realista dizendo o que realmente esta disponível, qual vai ser o crescimento do PIB", declarou o ministro.

Inflação
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada "inflação oficial", visto que serve de base para o sistema de metas brasileiro, a estimativa do governo, para 2015, foi mantida em 5%. Com isso, nem mesmo o Ministério da Fazenda, responsável pelas previsões que constam na proposta da LDO, acredita que a meta cenral de inflação (4,5%) será atingida no próximo ano. A expectativa do mercado financeiro para o IPCA de 2015 é de 6,28%.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2014 e 2015, a inflação deve ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Na avaliação do ministro da Fazenda, a inflação está com uma situação "bastante boa", apesar de ainda estar oscilando ao redor de 6,5% - em doze meses até julho deste ano.

"Tivemos uma pressão maior com tarifas de energia e preços de 'commodities' [produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos] neste ano. Se a inflação vai ser 5% em 2015, não sei. Provavelmente, vamos ter de rever [essa previsão]. Mas vamos ter de apostar que um cenário mais otimista pode ser alcançado", declarou Mantega.

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