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23/07/2014 - Prévia da inflação oficial desacelera em julho, diz IBGE

Os transportes e os alimentos ficaram mais baratos e influenciaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como prévia da inflação oficial. A taxa ficou em 0,17% em julho, depois de avançar 0,47% no mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


No ano, de janeiro a julho, o IPCA-15 ficou em 4,17% e, em 12 meses, em 6,51%. O número ainda supera, por pouco, o teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%. Em julho de 2013, a prévia da inflação oficial havia ficado em 0,07%.
O IPCA-15 é divulgado mensalmente e calcula a variação média de preços de produtos e serviços em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença entre esse índice e o IPCA, que é a taxa oficial de inflação do Brasil, está no período de coleta dos preços. Em vez de analisar os valores dentro do mês de julho, por exemplo, o IPCA-15 verifica os preços do dia 12 de junho ao dia 14 de julho. Por isso, é considerado uma prévia da inflação mensal.
Entre as despesas analisadas pelo IBGE, as relativas a transportes exerceram a principal influência para o resultado do IPCA-15 no mês de julho. Depois de subir 0,50% em junho, o índice caiu 0,85% no mês seguinte.
A variação de preços de alimentação e bebidas também contribuiu para a desaceleração do IPCA-15, ao passar de um avanço de 0,21% para uma baixa de 0,03%. Ficaram mais baratos os preços de, por exemplo, batata-inglesa (-13,23%), tomate (-11,63%), feijão-fradinho (-8,04%), cenoura (-7,67%) e feijão-carioca (-7,44%).
Na contramão, apresentaram maiores avanços os preços relativos a habitação (de 0,29% em junho para 0,48% em julho) e despesas Pessoais (de 1,09% para 1,74%).
Em habitação, as principais pressões partiram de energia elétrica (1,35%), condomínio (0,98%) e aluguel (0,92%). No caso das despesas pessoais, a maior influência veio da alta de 28,63% nas diárias de hotéis. Na  região metropolitana de Fortaleza, o aumento foi de 57,95% no valor das diárias, seguida de Brasília, onde os preços subiram 45,74%.
Na análise da inflação por regiões, o IBGE mostra que o maior índice foi o de Recife (0,71%) puxado pela alta de 34,71% nas tarifas de hotéis. O menor, por outro lado, foi o de Belém (-0,13%) onde os alimentos consumidos em casa caíram 1,13%.


Fonte: G1

23/07/2014 - Cobrança de dívidas: Procon-ES alerta consumidores sobre os seus direitos

No ano de 2013, foram registrados 20.495 atendimentos relacionados a assuntos financeiros.

Não conseguir quitar algumas dívidas durante o mês é realidade de muitos brasileiros. A dica para quem está com o orçamento apertado e não consegue quitar todas as dívidas é sempre negociar o débito com as instituições financeiras, evitando a inadimplência e a negativação nos órgãos de proteção ao crédito. Se isso acontecer, saiba quais são os direitos dos consumidores diante da cobrança de dívidas.

No ano de 2013, o Procon-ES registrou 20.495 atendimentos relacionados a assuntos financeiros. Em 2014, já são 10.121 o número de registros. A principal demanda de cálculo e renegociação de dívidas está relacionada a casos de endividados com cartão de crédito que pagaram somente o valor mínimo da fatura, ocasionando a cobrança de altos juros sobre o restante. Outros atendimentos estão associados a refinanciamento de veículo e empréstimo pessoal e consignado.

O consumidor inadimplente pode ser inscrito nos órgãos de proteção ao crédito como SPC e Serasa. Mas, antes que isso ocorra, o consumidor deve ser notificado previamente e por escrito com antecedência mínima de dez dias. O registro só deve permanecer no cadastro pelo período de cinco anos, caso a dívida não seja quitada. Durante esse período, a empresa pode enviar cartas e até ligar para comunicar o consumidor sobre sua situação de inadimplência e oferecer propostas de negociação do débito.

Uma dúvida comum dos consumidores trata da “venda da dívida” entre empresas. Quando um credor não consegue receber o valor de uma dívida, ele pode vender os direitos sobre ela para uma empresa de cobrança que, especializada nessa função, poderá cobrá-la do devedor. O procedimento é legal e chama-se “cessão de crédito” e é regulado pelo Banco Central. Mas isso só será possível se houver previsão contratual. É importante que essa transação não prejudique o direito básico à informação. O consumidor deve ter garantido o acesso aos dados e informações atualizadas a respeito da dívida.

Na cobrança de dívidas, algumas empresas utilizam-se de argumentos, muitas vezes infundados, para pressionar e induzir o consumidor a pagar a dívida, prevalecendo da fragilidade e falta de conhecimento do cidadão quanto aos seus direitos.

Um dos argumentos utilizados na tentativa de receber a dívida é de que o nome do consumidor ficará “para sempre” nos cadastros de restrições ao crédito. Isso é uma inverdade. O CDC estabelece o prazo de cinco anos a contar da data de vencimento da dívida para manutenção no cadastro. A partir daí, o nome deverá ser retirado do cadastro de inadimplentes. Lembrando que a dívida continua existindo e a empresa poderá cobrá-la judicialmente. A empresa pode, ainda, manter o registro daquela dívida e, futuramente, negar um empréstimo ou venda a crediário, baseado no antigo débito. O prazo para prescrição das dívidas varia de 3 a 10 anos, após a data do vencimento.

Após a prescrição da dívida, o consumidor não pode mais receber ligações das empresas de cobranças e não pode ter restrições nos bancos de dados dos órgãos de proteção ao crédito, mas pode ter a dívida cobrada judicialmente. É importante lembrar que, se antes de a dívida prescrever o cobrador entrar com cobrança judicial, a dívida não prescreve mais. Ou seja, mesmo que o tempo para a conclusão do processo seja maior que o da prescrição do débito, o consumidor será cobrado e terá de pagar.

Outro discurso utilizado pelas empresas de cobrança diz respeito à penhora do salário para pagamento da dívida. O Procon-ES esclarece que o salário não pode ser penhorado caso não haja a quitação do débito.

De acordo com o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, ninguém pode ser colocado em situação vexatória, exposto ao ridículo ou submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça ao receber a cobrança de uma dívida. Também constitui crime contra as relações de consumo utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, ao ridículo ou interfira com o seu trabalho, descanso ou lazer. A pena para a infração é de três meses a um ano de detenção, além de multa.

“As empresas têm o direito de cobrar a dívida, mas devem fazê-lo diretamente ao consumidor, sem constrangê-lo. É proibido o envio de correspondência em que esteja impressa no envelope a palavra “cobrança”, deixar recado com vizinhos e parentes ou realizar telefonemas para o local de trabalho”, relata o diretor-presidente do Procon Estadual, Paulo Barbosa.

O Procon-ES recomenda que os consumidores planejem os seus gastos, priorizem suas necessidades básicas e só assumam novas dívidas se estas não comprometerem o orçamento familiar mensal.

“O consumidor deve evitar parcelar ou financiar sempre que puder esperar para comprar à vista. Dessa forma será possível evitar o pagamento de juros e o endividamento. Outra dica fundamental é que os consumidores cultivem o hábito de poupar. A redução do consumo pode ajudar a guardar dinheiro para um imprevisto ou a realização de um sonho”, ressalta o diretor.

O consumidor que estiver endividado e encontrando dificuldades para negociar a dívida com o credor pode procurar o Procon-ES para análise da situação financeira, cálculo de cobranças indevidas e tentativa de negociação junto à instituição financeira.

Para a realização do atendimento, o consumidor deve comparecer pessoalmente à sede localizada na Avenida Princesa Isabel, 599, Ed. Março, 6º andar, das 09 às 17 horas, de segunda a sexta-feira, portando os seus documentos pessoais (RG e CPF) e o contrato, as faturas, dentre outros.

Fonte: Linhares Em Dia

23/07/2014 - Acre e Roraima lideram alta da inadimplência em junho, aponta SPC Brasil

Média nacional foi de 4,39%. Região Norte teve crescimento acima da média: de 7,09%. Para economistas, mercado em desaceleração confirma tendência de alta para os próximos meses

No mês de junho, Acre e de Roraima se destacaram como os estados em que houve a maior variação do número de consumidores inadimplentes. As altas foram de 10,58% e de 10,47%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do indicador mensal de inadimplência regional calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Dentre os cinco estados que registraram a maior variação de CPFs inadimplentes, dois são da região Norte – Acre (10,58%) e Roraima (10,47%) – e três da região Nordeste – Maranhão (9,40%), Sergipe (8,43%) e Ceará (8,13%). Na avaliação dos economistas do SPC Brasil, o resultado do indicador regional reforça a tendência de alta da inadimplência nacional – que em junho apresentou crescimento de 4,39% em relação a junho do ano passado – que deve se repetir ao longo do segundo semestre.


   
Crescimento do Total de Inadimplentes por Estado
Variação anual em % (mesmo mês do ano anterior)


“Essa tendência tem forte relação com o cenário de enfraquecimento da atividade econômica brasileira, apertada pela elevação da taxa de juros, alta da inflação e pelo menor crescimento da massa salarial”, explica a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Apesar de a pesquisa ter apontado crescimento de inadimplentes em todos os estados brasileiros, onze tiveram avanço menor do que a média nacional (4,39%): Piauí (0,95%), Espírito Santo (1,36%), Distrito Federal (2,45%), Alagoas (2,49%), Mato Grosso (2,81%), Rio de Janeiro (3,02%), Santa Catarina (3,89%), Pará (4,04), Mato Grosso do Sul (4,10%), Rondônia (4,11%) e Rio Grande do Sul (4,37%).

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, o fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento na quantidade de inadimplentes mostra que, independentemente das particularidades econômicas de cada região, a atividade do país como um todo está desacelerando em comparação com os anos anteriores. “O avanço da inadimplência não se deve apenas a fatores sazonais ou regionais. O detalhamento de junho do indicador mostra que o atual panorama macroeconômico tem impactado negativamente no atraso de pagamentos das dívidas no Brasil de uma forma generalizada”, disse Pellizzaro Junior.

Número de dívidas em atraso

A quantidade total de dívidas em atraso no banco de dados ao qual o SPC Brasil tem acesso mostrou, em junho, aumento médio de 5,00% em relação ao mesmo mês de 2013. A variação ficou muito próxima à alta de 5,21% verificada no mês anterior.

Já a abertura regional do total de dívidas em atraso mostra que as taxas de crescimento anual referentes às regiões Nordeste (7,43%), Norte (7,09%) e Sul (5,06%) ficaram acima da média nacional (5,00%). As regiões Sudeste e Centro-Oeste tiveram avanços ligeiramente menores, de 4,33% e de 4,14%.



Crescimento anual (%) em Junho de 2014



De acordo com os dados do SPC Brasil, apenas 11 das 27 unidades da federação apresentaram um crescimento da quantidade de dívidas menor na quantidade de dívidas menor do que a média nacional (5,00%): Amazonas (4,97%), Rio Grande do Sul (4,93%), São Paulo (4,93%), Alagoas (4,85%), Goiás (4,48%), Mato Grosso (4,35%), Santa Catarina (3,51%), Rio de Janeiro (3,22%), Distrito Federal (1,93%), Piauí (1,19%) e o Espírito Santo (0,06%).



Número de Dívidas por Estado
Variação anual em % (mesmo mês do ano anterior)


O Acre, que em maio ocupava a segunda posição no ranking das maiores altas anuais, passou a liderar o avanço do total de dívidas em junho, mostrando crescimento de 16,36%. Em segundo e terceiro lugares aparecemos estados de Roraima e do Ceará, que ocupavam a primeira e a sexta posições, respectivamente, no mês anterior.

 

Metodologia

O novo indicador SPC Brasil e CNDL de inadimplência do consumidor tem abrangência nacional e calcula tanto o número de brasileiros inadimplentes quanto o de dívidas atrasadas.

Baixe o material completo por cada Estado da federação e a série histórica emhttps://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

Informações à imprensa:

Guilherme de Almeida

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22/07/2014 - Mercado financeiro já prevê alta do PIB menor que 1% em 2014

A economia brasileira deve crescer menos de 1% este ano, segundo os economistas do mercado financeiro. É a primeira vez que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano fica abaixo dessa marca. De acordo com o relatório de mercado, divulgado pelo Banco Central, a previsão para o PIB caiu de 1,05% para 0,97%. Foi a oitava queda seguida.


As previsões do mercado financeiro, coletadas pelo BC por meio de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, confirmam o cenário de desaceleração da economia brasileira. Em 2013, o PIB registrou crescimento de 2,5%. Para 2015, a previsão do mercado de alta do PIB ficou estável em 1,5%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia. Para conter a inflação, o BC subiu os juros entre abril do ano passado e maio deste ano, influenciando também o ritmo de atividade.
No fim de maio, o IBGE informou que a economia do país registrou expansão de 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária.
A expansão do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro, de 0,97%, continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 2,5%, e também menor que a previsão divulgada pelo Banco Central na semana passada, de alta de 1,6%.
Menos inflação O mercado financeiro também previu menos inflação para este ano. Os economistas dos bancos reduziram de 6,48% para 6,44% sua previsão de 2014 para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com isso, o valor se distanciou um pouco do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para o ano. A previsão chegou a ultrapassar o teto em abril, mas depois recuou. Para 2015, a expectativa dos economistas dos bancos para o IPCA, porém, subiu de 6,10% para 6,12%.
Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Taxa de juros A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira, por sua vez, foi mantida em 11% ao ano até o fechamento de 2014. Na semana passada, o BC manteve a taxa estável neste patamar pelo segundo encontro seguido do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia permaneceu em 12% ao ano.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 recuou de R$ 2,39 para R$ 2,35 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,50 por dólar.
A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 permaneceu em US$ 2 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial subiu de US$ 9,4 bilhões para US$ 9,8 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros ficou estável em US$ 55 bilhões.

Fonte: G1