Últimas Notícias ver tudo

06/09/2016 - 48% dos comerciantes e prestadores de serviços acreditam que o segundo semestre será melhor para a economia, aponta SPC Brasil e CNDL

84% afastam a possibilidade de demitir funcionários nos próximos meses. Para os empresários, principais condições para que o Brasil volte a crescer é o combate à corrupção, a redução de tributos e o controle da inflação

 

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com varejistas e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que, em geral, o ânimo dos empresários para os próximos meses melhorou na comparação com o começo do ano. O levantamento revela que caiu de 60,2% em abril para 39,5% em agosto o percentual dos empresários que consideram a crise econômica muito grave. Para 47,9%, o segundo semestre será melhor do que o primeiro, enquanto apenas 6,8% acreditam que será pior, bem abaixo 39,5% que pensavam o mesmo no primeiro semestre.

 

Em meio à crise, algumas medidas foram estão sendo tomadas pelos empresários para se manterem no mercado. A principal delas é a contenção de despesas, adotada por 38,0% – percentual menor que o verificado em abril, quando era de 45,1%. Em segundo e terceiro lugar aparecem a redução dos preços (17,3%) e a demissão de funcionários (10,1%). Já o investimento em propaganda e marketing e a mudança de foco no perfil do cliente aumentaram entre abril e agosto de 2016, respectivamente de 4,8% para 7,7% e de 2,3% para 6,1%.

 

“É importante ter em vista que a melhora do padrão de gastos pode ser um legado positivo da crise”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “Mesmo em períodos de bonança, o empresário deve buscar fazer o máximo com o mínimo de recursos, sem que isso prejudique a qualidade daquilo que oferta”.

 

“Os dados da pesquisa são consistentes com a discreta melhora dos indicadores de confiança tanto por parte dos consumidores como por parte dos empresários e as expectativas de que a economia inicie a retomada no próximo ano”, afirma. Para Pinheiro, a melhor notícia é que, tendo em vista o cenário de crise na economia, a larga maioria dos entrevistados não pretende demitir funcionários atualmente: 84,1% afastam a possibilidade de reduzir o quadro, contra 8,6% que consideram esta atitude. “A decisão de demitir em razão da crise é algo que o empresário tende a postergar, pois a recontratação posterior é custosa”.

 

No entanto, pela sua gravidade, a crise teve fortes impactos nas empresas. De acordo com a pesquisa, 62,9% dos entrevistados tiveram que demitir funcionários no primeiro semestre. Ainda como reflexo das dificuldades econômicas, metade dos entrevistados dizem estar com seu negócio estagnado; 12,9% dizem estar em crise e outros 13,1% no vermelho. Cerca de 20% afirmam estar em crescimento.

 

Na percepção dos empresários que se dizem afetados pela crise (87,3%), o maior impacto sobre os seus negócios foi a diminuição das vendas (70,0%), com percentual menor que a sondagem para o primeiro semestre (82,7%). Os demais motivos mais citados também tiveram queda na comparação: aumento do pagamento de impostos (33,8% ante 51,0%), e a inadimplência dos clientes (31,8% ante 32,8%).

 

Combate à corrupção, aumento dos impostos e inflação

 

Na percepção dos empresários, o maior impacto da crise política sobre a economia foi o aumento do desemprego (65,8%), seguido do aumento dos impostos (50,5%), e a redução das vendas (45,7%). A proporção dos que mencionaram esses dois últimos impactos caiu na comparação entre abril, quando eram de 63,6% e 59,2% respectivamente.

 

Para que o Brasil volte a crescer, as principais atitudes a serem tomadas na opinião dos empresários são a redução dos impostos (42,7%), o combate à corrupção (42,7%) e o controle da inflação (39,1%).

 

O levantamento do SPC Brasil e da CNDL mostrou que o maior temor dos empresários é que o país não saia da crise em 2016. Porém, o percentual caiu em relação ao levantamento de abril, de 41,1% para 33,5%.

 

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, se os ajustes propostos pela equipe econômica do governo não forem aprovados ou postos em prática, a situação ainda pode se agravar.

 

“As projeções dos economistas apontam para uma queda do PIB superior a 3,0% em 2016, com resultado levemente positivo em 2017. Diante disso, é importante para os empresários buscarem opções de crédito mais baratas e estreitar o relacionamento com os clientes como forma de sustentar as vendas do negócio e sobreviver à turbulência”, diz Kawauti. “O PIB pode até voltar a crescer no próximo ano, mas ainda teremos que tratar a questão tributária, a excessiva burocracia e a infraestrutura deficiente”, conclui.

Metodologia

 

 

A pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foi realizada com 822 empresários de todos os portes dos segmentos de comércio e serviços nas 27 capitais e no interior.

Baixe a íntegra da pesquisa: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

 

 

Fonte: http://www.cndl.org.br/categoria/geral/

05/09/2016 - A situação complicou e seu nome foi negativado. Saiba qual a melhor maneira de sair dessa – sem se enrolar ainda mais

Só de pensar em ficar com o nome sujo já ficamos com medo. E, quando isso acontece, recorremos às mais diversas maneiras de sair dessa: tentamos economizar dinheiro, renegociar a dívida com o credor e, muita gente recorre a ajuda de empresas que se dispõem a intermediar a negociação com as entidades de proteção de crédito.

Mas é preciso ficar muito atento antes de decidir o que fazer. Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil em parceria com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), essa contratação é alternativa para 10% dos inadimplentes entrevistados. Entre as pessoas que optaram por pedir ajuda para empresas, metade deles não teve o nome limpo e apenas 27% conseguiram reaver o que investiram ao pedir ajuda. Em outras palavras, além de não terem seu problema resolvido, ainda gastaram além do valor devido ao credor. “Na maioria das vezes a contratação de uma empresa desse tipo não é uma boa opção”, opina José Ricardo Ramalho, especialista em direito financeiro, bancário, civil e empresarial. Por isso, é preciso ficar atento na hora de escolher uma alternativa. E o especialista completa: o importante na hora de limpar o nome é ter cuidado durante as negociações para que tudo fique bem claro sobre o valor das parcelas, dos juros e do total da dívida.

Sabendo disso, o SPC Brasil elaborou um passo a passo completo para você saber quais são suas opções na hora de limpar seu nome e quais passos deve seguir. Pronto para respirar aliviado?

Descubra o tamanho do problema

O primeiro passo para encarar o problema é descobrir para quem se deve e o valor total da sua dívida. Por isso, faça um levantamento que inclui as empresas, as regras de cada contrato, taxa de juros reais embutidas, multas, juros acumulados no período. Faça um levantamento real, preciso e completo para chegar, finalmente, ao valor exato da sua dívida.

Organize-se financeiramente

Outro passo importante para limpar seu nome é se organizar,  entender por que está no vermelho e o que precisa ser feito para economizar para pagar as dívidas. “Inicialmente, se a pessoa está passando por essa situação é um sinal inicial que suas contas (recebimentos e pagamentos) não estão equilibradas”, explica José Vignoli, educador financeiro do Portal Meu Bolso Feliz. Por isso, antes de limpar o nome, devemos equilibrar nossos gastos e fazer um esforço para termos alguma sobra no orçamento para que possamos passar negociar a dívida. Abaixo, dicas para você começar:

Use o Simulador Diagnóstico Financeiro para te ajudar nessa tarefa. Afinal, pouco adianta tentarmos alguma negociação se não existe margem no orçamento doméstico para essa operação.  E se você perceber que não há sobra de dinheiro, você precisa pensar em uma forma de conseguir este valor, preferencialmente com a venda de algum bem ou conseguindo um novo emprego. Só deixe a opção de pegar empréstimos como último recurso. Anote seus gastos e acompanhe de perto cada saída de dinheiro. Ter total controle sobre seu orçamento é fundamental para conseguir economizar. “Só entendendo bem suas contas você tem como saber onde reduzir gastos e quanto precisa sobrar no mês para bancar suas despesas e parcelas direcionadas para a quitação da dívida”, diz Vignoli.  “Tenha em mente que é preciso gastar menos do que se ganha. Não adianta fazer uma proposta para negociação e, logo depois, descumprir o combinado. Isso pode, até, piorar as coisas”, alerta Vignoli. Economize.  Assim que seu salário entrar na conta, já reserve o valor destinado à quitação da dívida. Para ajudar, pergunte a si mesmo se você e sua família gastam mais do que precisam, se não estão vivendo de uma forma incompatível com a renda que possuem. Escolha gastar com aquilo que realmente importa e reúna todo mundo para que a família também se conscientize. Pare de usar o cheque especial e o cartão de crédito. Além disso, procure pagar suas contas à vista. Assim não só evita juros, mas facilita o seu controle financeiro.

Encare o problema

Depois, é hora de resolver o problema. “A melhor forma é entrar em contato direto com a empresa para tentar uma renegociação. Ainda que alguma empresa de cobrança entre em contato se dizendo representante de determinada empresa, é sempre aconselhável ligar para o SAC da empresa antes de fechar acordos por telefone, a fim de evitar golpes”, alerta José Ramalho.  Se você tiver uma dívida bancária, você também pode procurar ir direto a uma agência ou procurar o seu gerente. Se você tem dificuldades de resolver o problema sozinho, recorra a pessoas de confiança. “Peça para alguém te acompanhar na tarefa de resolver seu problema. Além disso, lembre-se que existem entidades sérias como o PROCON que podem te auxiliar no processo”, alerta Vignoli.  Uma opção, por exemplo, é tentar renegociar sua dívida.  O importante mesmo é encarar o problema e, claro, aprender com ele.

Precisa de ajuda?

Entrar em contato com o credor de dívida algumas vezes pode ser bem difícil, pois muitas vezes o devedor quer regularizar sua dívida, mas não sabe como começar o processo. “As empresas que intermediam negociações já possuem estrutura pronta para receber o devedor e tem canais próprios para chegar até o credor. Em alguns casos, já possuem condições pré-definidas para facilitar a vida de quem deve”, explica Hélio Donin Jr., diretor da Donin Contabilidade. E é por esse motivo que, muitas pessoas, recorrem ao serviço dessas empresas. Mas é preciso ficar muito atento:

Antes de efetivar qualquer negociação você precisa saber se a empresa vai te cobrar algo. Algumas delas não fazem cobrança para o devedor, sendo remuneradas pelo credor, e outras cobram pequenas taxas para o serviço e podem valer a pena por conta da facilidade, agilidade no contato com o credor e flexibilidade na negociação.  “Mas lembre-se que, se já existe a dificuldade no pagamento da dívida, não devemos arcar ainda com taxas abusivas”, alerta Hélio.  Tome muito cuidado com os golpistas. “Essas empresas muitas vezes prometem limpar o nome da pessoa sem ao menos precisar pagar as dívidas. Desconfie sempre de soluções milagrosas porque normalmente são golpes”, alerta José Ramalho. Em outras palavras, lembre-se que a dívida precisa ser paga. Se a empresa promete limpar seu nome sem custos ou sem que o pagamento seja feito, pule fora. Verifique se a empresa já está consolidada, se algum conhecido já utilizou os serviços. “Fazer uma busca, até mesmo pela internet, é um bom passo para sabermos da credibilidade de uma empresa de negociação”, explica Hélio. E o especialista completa: “na dúvida, ligue para o credor para saber qual o canal adequado para a negociação e se uma empresa está habilitada para isso”.

29/08/2016 - 46% dos inadimplentes não têm condições financeiras de pagar as dívidas em atraso nos próximos três meses, mostra SPC Brasil

Em um ano, valor total das pendências diminuiu 34% e chega a R$ 3.544 mil. Perda do emprego e queda da renda são os principais motivos para não pagar as contas atrasadas

 

A crise econômica chegou forte nos lares brasileiros e desde 2014 os consumidores seguem preocupados com os impactos no bolso. Os reflexos foram imediatos e uma pesquisa nacional do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que quase metade dos brasileiros inadimplentes (46,5%) não têm condições de pagar suas dívidas em atraso nos próximos três meses. Seis em cada dez entrevistados (61,2%) no estudo

 

“Perfil do Inadimplente Brasileiro” acreditam que a situação financeira piorou na comparação com o ano passado, seja em razão do endividamento (24,4%), porque estão desempregados (16,4%) ou pelo fato da renda ter diminuído (20,4%). Apenas uma em cada cinco pessoas entrevistadas (20,6%) tem intenções de pagar e reúne condições para quitar as dívidas integralmente nos próximos 90 dias.

 

O levantamento mostra que, na comparação com 2015, o valor médio total das pendências diminuiu 33,9%, chegando a R$ 3.543,60 – entre os entrevistados das classes A e B e com idade entre 35 e 64 anos a dívida é ainda maior, de R$ 5.633,95 e R$ 4.176,29, respectivamente. Porém, a diminuição do valor total da dívida dos inadimplentes não é um reflexo de uma possível melhora na capacidade de pagamento desses consumidores.

 

“Nos últimos anos, a recessão, o desemprego e os efeitos da inflação enfraquecem o poder de compra das pessoas. Ao mesmo tempo, o acesso ao crédito se tornou mais restrito, uma vez que os concedentes começaram a exigir maiores garantias dos tomadores”, explica Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil. “A dívida menor pode ser um sinal de que está mais difícil conseguir dinheiro emprestado para comprar. Consequentemente, cai o endividamento, ao menos temporariamente”.

 

Quando indagados sobre os principais motivos para deixar de pagar as contas atrasadas, percebe-se que a perda do emprego ainda é o fator de maior impacto, para 28,2% dos entrevistados (33,3% em 2015). Em seguida são mencionados a diminuição da renda (14,8%, contra 10,5% em 2015), a falta

de controle financeiro e de planejamento no orçamento (9,6%, contra 21,0% em 2015) e o empréstimo do nome para compras feitas por terceiros (9,3%, aumentando para 30,0% entre os mais velhos e 9,9% nas classes C, D e E).

 

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, mesmo que o desemprego e a queda de renda sejam acontecimentos alheios à própria vontade, ao qual todos estão expostos sobretudo quando o país se encontra em crise, o consumidor deve estar prevenido e contar com uma reserva financeira emergencial para manter as despesas sob controle. “Naturalmente, as pessoas que não costumam constituir reserva financeira para imprevistos vão sofrer mais com a perda do emprego.

 

Vale lembrar que não importa o tamanho da renda, o importante é saber guardar uma parte todos os meses, pois essa atitude pode fazer a diferença nas horas difíceis”, alerta Kawauti.

 

Aluguel, plano de saúde e condomínio são principais contas em dia

 

A pesquisa fez um mapeamento do comportamento do brasileiro inadimplente em relação aos compromissos financeiros que possuem e também as suas dívidas. As principais contas que os devedores têm são de serviços básicos de água e luz (57,6%), cartão de loja (47,5%), contas de telefone (41,9%) e cartão de crédito (40,4%).

 

Os compromissos que mais se encontram em dia, são o aluguel (94,9%), o plano de saúde (91,8%) e o condomínio (91,3%). Por outro lado, considerando as contas em atraso, as principais são relacionadas a serviços de crédito como empréstimo em bancos ou financeiras (89,6%), parcelas do cartão de loja (83,9%), cartão de crédito (74,9%) e contas de crediário e carnês (68,7%). No geral, todas essas pendências em atraso estão nessa situação há mais de um ano. Os destaques são o longo período de 21,3 meses em média de parcelas atrasadas de empréstimo de bancos e financeiras, 21,7 meses do cheque especial e o tempo menor de atraso de sete meses para as contas de água e luz.

 

“A iminência de corte de serviços de necessidade básica quando há atraso no pagamento pode ser um motivo para que essas contas tenham menor percentual de atraso em relação às dívidas bancárias. A pessoa não tem como pagar tudo; então, elege prioridades como o aluguel e o plano de saúde, por exemplo. Já o pagamento das contas relacionadas ao crédito bancário, por terem, em geral valores mais altos e por conta do momento econômico desfavorável, pode ser adiado. Além disso, os juros dessas despesas são os mais altos, contribuindo para aumentar rapidamente o valor total da dívida do consumidor”, analisa Kawauti.

 

A economista afirma que, além da maior dificuldade do consumidor em arcar até mesmo com as contas básicas em meio à crise econômica, as empresas que prestam esses serviços de água, luz e plano de saúde mostram cada vez mais disposição em negativar os inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. “Tem sido mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento ou a interrupção do serviço prestado”.

 

Os “culpados” da inadimplência: roupas, calçados e eletrodomésticos

 

O levantamento do SPC Brasil e CNDL também identificou quais são os principais produtos e serviços que os consumidores compraram e que os levaram às dívidas e à inadimplência: roupas (45,0%, aumentando para 50,6% entre as mulheres e 57,7% entre os desempregados), calçados (25,8%) e eletrodomésticos (17,4%) – 11% nem ao menos se lembram dos produtos comprados.

 

A pesquisa mostra que além da perda do emprego, alguns hábitos de consumo também favoreceram a inadimplência. Considerando os entrevistados que alegaram descontrole financeiro como causa do nome sujo, os principais motivos são a vontade de aproveitar promoções sem avaliar o orçamento (31,7%) e não negociar bem no momento da compra (29,3%). Questionados sobre possíveis problemas que poderiam estar passando e que teriam contribuído para ficarem inadimplentes, 50,0% dos entrevistados afirmaram que não estavam passando por nenhum momento difícil, 10,1% sofriam de ansiedade, 8,8% tinham problemas no trabalho e a mesmo percentual também estavam com o emocional abalado por problemas financeiros foram os mais citados.

 

“Analisando os itens mais citados como responsáveis pela dívida que levou à inadimplência, podemos afirmar que há certo desequilíbrio por parte do consumidor. Embora alguns destes itens possam ser considerados de primeira necessidade, chegar à inadimplência por causa disso sugere que houve exagero ou falta de planejamento nas compras”, aponta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli. “Para muitos brasileiros, é um desafio frear o ímpeto de ir às compras e agir racionalmente diante de tantos apelos e vontades, mas é preciso considerar que a queda no poder de compra, neste momento, é generalizada, sem distinção de classe social. Todos, portanto, devem adotar cautela extra na gestão do orçamento mensal, a fim de evitar desequilíbrios e problemas financeiros”, conclui Vignoli.

 

71% ficaram com o nome sujo pela primeira vez no último ano

 

De uma forma geral, o perfil do inadimplente manteve-se similar quando comparado aos dados levantados em 2014 e 2015:

 

 56,3% dos inadimplentes são do sexo feminino;

 64,1% têm idade entre 25 a 49 anos;

 58,8% têm ensino médio incompleto ou completo;

 92,2% são das classes C, D e E; 

 33,9% são funcionários de empresas privadas e 28,4% autônomos;

 15,9% estão desempregados, sendo a média de nove meses nessa situação.

 

A pesquisa identificou um aumento significativo de 23,2 pontos percentuais no total de pessoas que estão com o nome sujo pela primeira vez (71,4%) na comparação com 2015, sobretudo entre os homens (77,2%, ante 67,0% entre as mulheres).

 

Negociar com credores e fazer bicos são estratégias para limpar nome

 

Para 47,3% dos inadimplentes, o acordo com os credores continua a ser o meio preferido para limpar o nome – em 2015 o percentual era de 37,2%. Em seguida, estão a geração de renda extra por meio de bicos (22,9% contra 9,3% no ano passado) e fazer economias no orçamento (21,1%, contra 10,9% em 2015). Considerando esses inadimplentes que pretendem economizar para pagar as dívidas (21,1%), os principais cortes no consumo serão no lazer (46,6%), compra de roupas e calçados (36,2%) e alimentação fora de casa (34,5%).

 

Em média, os entrevistados acreditam que todas as dívidas em atraso serão pagas em média em 12 meses, sendo que 9,5% admitem levar de um a dois anos para isso. As dificuldades enfrentadas para limpar o nome mais citadas correspondem a deixar de consumir produtos e serviços considerados fundamentais ou básicos pelos inadimplentes (38,7%) e o valor da dívida, considerado muito superior aos rendimentos (34,1%).

 

“A situação se torna ainda mais preocupante quando se analisa o cenário econômico atual, caracterizado pelo achatamento do poder de compra, pela inflação elevada e pelo crescimento dos níveis de desemprego”, afirma o presidente do SPC Brasil. Para Roque Pellizzaro, o momento econômico do país pede especial atenção aos hábitos de consumo adquiridos nos últimos 20 anos.

 

 

Ainda assim, apesar do cenário atual negativo, tanto na economia quanto na vida financeira de cada brasileiro, os inadimplentes se mostram otimistas com relação ao futuro: 52,3% acreditam que sua situação financeira irá melhorar em um horizonte de seis meses – percentual maior dos que os 24,1% que imaginam uma situação igual à atual e do que os 5,8% que esperam uma piora.

 

Baixe a íntegra da pesquisa: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

 

 

 

Fonte: http://www.cndl.org.br/categoria/geral/

12/08/2016 - Confiança dos micro e pequenos empresários cresce 20,7% e atinge maior nível em 15 meses, mostra indicadores SPC Brasil e CNDL.

O Indicador de Confiança dos micro e pequenos empresários dos segmentos do varejo e de serviços calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) avançou 20,7% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior, passando de 37,06 pontos para 44,72 pontos, atingindo o maior patamar em 15 meses de série histórica. Na comparação com junho, quando o indicador estava em 42,93 pontos, o crescimento foi de 4,2%.

 

Apesar da melhora no indicador registrada nas variações anual e mensal, a maior parte dos entrevistados ainda avalia que as condições gerais da economia e de seus negócios pioraram no último semestre, uma vez que segue abaixo do nível neutro de 50 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100 – acima de 50 pontos mostra otimismo e abaixo mostra pessimismo.

 

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, chama a atenção que mesmo com o cenário econômico deteriorado dos últimos meses, para a maioria dos micro e pequenos empresários as perspectivas para os próximos meses continuam a melhorar. “A proporção dos que se dizem confiantes com a economia subiu, ao passo que a proporção dos que se dizem pessimistas caiu. O fenômeno repete-se, com intensidade ainda maior, quando analisamos as perspectivas para o futuro dos próprios negócios. Mais da metade dos empresários diz estar confiante com o desempenho futuro de sua empresa”, analisa o presidente.

 

Segundo Pinheiro, a consolidação dessa tendência dependerá de sinalizações da equipe econômica do governo interino que, para além da agenda restritiva do ajuste, precisará acenar com uma agenda positiva capaz de destravar investimentos. “Medidas que reduzam a burocracia, facilitem o acesso ao crédito e estimulem o empreendedorismo são crucias para o desenvolvimento das pequenas empresas”, afirma.

 

Caminhando para o terceiro ano consecutivo sem crescimento da economia brasileira, os micro e pequenos empresários têm clara percepção de que as condições econômicas se deterioraram, mas já veem sinais de recuperação nos próximos meses. “Com a expectativa de resolução da crise política, a retomada da agenda econômica e os primeiros indicadores de estabilização da economia, deve haver a retomada da confiança dos empresários”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já por meio das expectativas, o indicador busca medir o que se espera para os próximos seis meses.

 

MPE demonstra mais pessimismo com economia do que com os negócios

 

O Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção do micro e pequeno empresariado sobre o desempenho de suas empresas e da economia brasileira nos últimos seis meses, avançou de 21,32 pontos para 25,53 na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. O resultado, porém, segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, o que indica que para a maior parte dos entrevistados a economia piorou ao longo dos últimos seis meses. Esse indicador avalia a percepção do micro e pequeno empresário em duas dimensões: a dos negócios e da economia. A avaliação sobre os últimos meses da economia pontuou 22,82 pontos, enquanto a avaliação sobre os últimos meses dos negócios pontuou 28,24 pontos.

 

Em termos percentuais, 77,7% consideram que a economia piorou nos últimos seis meses. Embora elevada, esta é a menor proporção observada desde o início da sondagem. Apenas 6,4% consideram ter havido melhora. Em relação aos seus negócios, a proporção dos que relatam piora é ligeiramente menor (66,7%), enquanto a proporção dos que relatam melhora, um pouco maior (7,5%).

 

Desde o início da série histórica, os micro e pequenos empresários demostram mais pessimismo com a economia do que com os negócios. Em julho, para aqueles que consideram ter havido piora dos negócios, a crise é o principal motivo das dificuldades: 81,6% dizem que por sua causa as vendas diminuíram. Outros 7,3% mencionam o aumento do preço dos insumos e da matéria-prima sem que pudessem repassar para o consumidor.

 

Expectativas avançam 21% em relação ao ano passado

 

Segundo o indicador, os micro e pequenos empresários do varejo e serviços melhoraram suas expectativas para os próximos seis meses. Em julho, o indicador marcou 59,11 pontos, alta de 20,9% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando marcava 48,87. Na comparação mensal, as expectativas para a economia passaram de 54,78 pontos, em junho, para 56,07 pontos, em julho. Com essa alta, o indicador manteve-se acima da marca neutra de 50 pontos, indicando que a maior parte desses empresários espera que a economia melhore nos próximos meses. O mesmo foi observado nas expectativas para os negócios, que atingiram 62,16 pontos.

 

Em termos percentuais, 42,5% manifestam confiança para os próximos seis meses em relação ao desempenho da economia e 21,5% manifestam pessimismo. Entre os confiantes com a economia, a percepção de que a crise política será resolvida foi a principal razão para justificar o otimismo (42,4%). Outros 28,5%, apenas sentem que as coisas irão acontecer e 15,6% afirmam que a inflação será controlada e que o país retomará o crescimento. Porém, a crise política aparece como razão tanto para o otimismo quanto para o pessimismo: seis em cada dez MPEs (59,3%) que se dizem pessimistas com a trajetória da economia brasileira atribuem essa percepção ao fato de que a crise política não será resolvida. Outros 14,5% dizem acreditar que crise econômica seja grave e que por isso estão pessimistas.

 

Já sobre o cenário dos seus negócios, o percentual de otimistas passa para 53,5% e o de pessimistas para 13,9%. Entre os otimistas, quatro em cada dez micro e pequenos empresários (41,4%) justificam-se dizendo que seu negócio vai se recuperar com a queda da inflação e aumento do emprego; 26,9% diz que tem o sentimento de que as coisas irão melhorar, 14,3% garantem que estão investindo no negócio para enfrentar a crise e por isso estão confiantes e 9,1% dizem estar fazendo uma gestão profissional do negócio e acreditam que isso ajudará. Já entre os que manifestam pessimismo com seu negócio, 62,2% justificam-se dizendo que a economia não vai se recuperar, com aumento da inflação e queda do emprego. Outros 22,5% dizem que seu negócio foi afetado demais e não tem como se recuperar.

 

Metodologia

 

 

O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (ICMPE) leva em consideração 800 empreendimentos do setor comércio varejista e serviços, com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.

 

Baixe a íntegra da pesquisa: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

 

 

Fonte: http://www.cndl.org.br/ca/tegoria/geral

 

Agenda ver tudo

Nenhum evento cadastrado.