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27/08/2014 - Quase um terço dos consumidores ouvidos em pesquisa é racional na hora das compras, diz SPC

Estudo classifica consumidores em quatro  perfis  diferentes e estima que  44,8 mi
 brasileiros são controlados e cautelosos  e 23,3 mi são imediatistas e imprudentes


Uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal Meu Bolso Feliz junto a 1245 pessoas de todo o país procurou identificar e entender o perfil comportamental dos consumidores brasileiros frente às compras, ao planejamento financeiro e à situação de endividamento. O estudo estima que quase um terço (31%) dos consumidores entrevistados é racional, planeja antes de gastar, paga as contas em dia e segue os limites do próprio orçamento.

 

Os entrevistados foram classificados em quatro tipos diferentes: imprudentes, racionais, moderados e apáticos. Para construção desses perfis apontados na pesquisa, os entrevistados responderam uma extensa bateria de perguntas relacionadas a temas como consumo, contas e dívidas, planejamento orçamentário e futuro financeiro.

 

 

IMPRUDENTES: CONSUMO, LOGO EXISTO

 

A maior parte desses consumidores imprudentes veio da chamada nova classe média brasileira. Levando em conta os estudos e as bases de dados aos quais o SPC Brasil tem acesso, estima-se que este grupo represente 17% da população economicamente ativa ou 23,3 milhões de consumidores. No passado, consumir para este grupo estava relacionado à sobrevivência. Mas com o aumento da renda e com o maior acesso ao crédito, eles encontraram justamente no consumo um meio de reafirmar sua nova condição social.  De acordo com o estudo, os imprudentes têm comportamento voltado para a cultura do excesso e valorizam produtos de grife para reivindicar seu novo lugar na sociedade a partir da exibição e da ostentação. Para eles é importante ser reconhecido e valorizado por todos que estão ao seu redor.

 

Por outro lado, esses consumidores são impulsivos, imediatistas, não se preocupam com o futuro e não têm o hábito de planejar e nem de poupar, o que segundo os especialistas do SPC Brasil, pode acarretar sérias consequências na vida financeira. A pesquisa mostra que 51% dos consumidores dessa categoria estão com o nome sujosimplesmente por não terem o hábito de planejar o próprio orçamento. "Essas pessoas parcelam as compras ao máximo para adquirir novos produtos e deixam até de pagar uma conta para poderem comprar ainda mais. Como também tendem a pensar principalmente no curto prazo, não se organizam para pagar as dívidas, não honram os compromissos e acabam ficando inadimplentes", explica Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil.

 

RACIONAIS: PLANEJO, LOGO TEREI

 

No pólo oposto aos imprudentes, os racionais não são movidos pelo consumismo e buscam sempre a melhor opção entre custo e benefício. Para este tipo de consumidor, o valor simbólico dos produtos está em segundo plano e a funcionalidade e o preço são os quesitos mais importantes. Só compram algo se o item for útil e necessário. "Por serem pacientes e estarem aptos a pensar mais no futuro, os racionais costumam economizar e poupar para realizar metas mais desafiadoras, como comprar um automóvel, a casa própria ou fazer uma viagem", explica a economista.

 

De acordo com o estudo, eles representam a maior parte da população economicamente ativa: 31% ou 44,8 milhões de consumidores. Os consumidores racionais sabem onde querem chegar. Controlam os próprios impulsos, planejam as compras, preferem pagar a vista, pesquisa preços e consideram o nome limpo um bem precioso. Na visão do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, para esses consumidores, "cada compra é um processo decisório lógico, que respeita o próprio orçamento e as consequências de curto, médio e principalmente as de longo prazo".

 

Apesar do cuidado com que conduzem a vida financeira, os racionais não estão completamente livres dos problemas com DINHEIRO, já que 26% que estão adimplentes dentro deste grupo admitem já ter ficado com o nome sujo. Mas existe uma diferença importante em relação aos imprudentes: o maior motivo para acumular débitos é a perda do emprego, segundo afirmam 25% dos entrevistados classificados como racionais e que têm dívidas em atraso.

 

MODERADOS: NEM TÃO RELAPSOS E NEM TÃO RÍGIDOS

 

Este grupo representa um quarto (25%) dos consumidores ou 35,9 milhões de pessoas. De acordo com o estudo, os moderados adotam um planejamento financeiro como os consumidores racionais, mas de vez em quando as tentações fazem com que eles não consigam segui-lo à risca o tempo todo. "Isso ajuda a explicar o fato de que 40% dos moderados sem dívidas em atraso admitem já ter ficado com o nome sujo", disse Kawauti.

 

De acordo com a pesquisa, a maior parte deste grupo é composta por pessoas predominantemente jovens, que vêem no consumo uma forma de expressão, de se auto afirmarem e de serem admiradas por outras pessoas. "Essas características aparentemente opostas não são incoerentes. Na verdade, são complementares e demonstram que os equívocos dos moderados em relação ao DINHEIRO não os deixem perigo constante. São escapadas ocasionais que os fazem comprar mais do que precisam e que resultam de apelos da propaganda, aos quais todos estão sujeitos, mas que não fazem perder o controle das contas", explica José Vignoli.

 

O estudo mostra que, entre os adimplentes, a maior parte (68%) afirma que prefere pagar suas contas à vista. Para o educador, apesar de terem um lado impulsivo, adotam estratégias eficazes para evitar o endividamento.

 

APÁTICOS: NÃO ESTOU INTERESSADO EM SER DIFERENTE

 

Para estes consumidores, consumir é mais uma atividade normal em meio a tantas outras do cotidiano, não sentem prazer ou emoção com a experiência do consumo e não ligam para marcas. Eles representam 27% dos consumidores ou 27,3 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, eles não entendem o consumo como forma de expressão da personalidade, nem enxergam alegria extrema no ato de comprar. "Esse grupo não acredita, por exemplo, que roupas e outros produtos possam tornar alguém especial ou traduzir, essencialmente, quem essa pessoa é", explica Kawauti. Se por um lado não são consumistas como os imprudentes, também não se mostram tão focados no futuro, porque não demonstram desejo e disciplina suficientes para fazer seu DINHEIRO render mais como os racionais.

 

De acordo com a pesquisa, além de evitarem compras por impulso, eles evitam dívidas, preferem pagar à vista, valorizam ter um nome limpo e acreditam que honrar os compromissos assumidos é muito importante. Essas preocupações, na avaliação dos especialistas, indicam que os apáticos tendem a evitar chateações relacionadas ao DINHEIRO. No entanto, ao mesmo tempo, não se trata de um comportamento guiado pela busca de grandes melhorias da vida financeira como costuma acontecer com os consumidores racionais.

 

Os consumidores com este perfil não têm o hábito de fazer dívidas, mas isso não significa que estejam imunes à negativação: 38% dos apáticos adimplentes admitem que já ficaram com o nome sujo. Entre os apáticos inadimplentes, o maior motivo é a falta de PLANEJAMENTO FINANCEIRO motivo por 39% dos entrevistados.

 

Coexistência de perfis

 

Os pesquisadores alertam, no entanto, que as características de uns consumidores muitas vezes confundem-se com as de outros, fazendo com que seja possível que muitas pessoas possam apresentar, ao mesmo tempo, comportamentos de dois ou mais perfis. "Mas observando os hábitos de compra e as atitudes diante do próprio orçamento, é razoável dizer que, em qualquer consumidor, vai prevalecer como característica mais forte um dos quatro perfis traçados na pesquisa", explica José Vignoli.

A pesquisa também mostra que ao comparar esses quatro tipos de consumidores, observa-se que há muito mais similaridades do que diferenças comportamentais entre os consumidores adimplentes e inadimplentes. "A maior diferença está na intensidade com que cada grupo vivencia suas experiências de consumo. O consumidor pode apresentar um comportamento impulsivo para comprar sapatos, mas um comportamento racional para planejar as férias, por exemplo. Mas Kawauti explica que ao analisar todas as esferas do consumo e a maneira de lidar com o próprio orçamento, o estudo consegue identificar e extrair a característica mais predominante nos entrevistados.

 

O perfil racional, segundo os dados do estudo, se sobrepõe entre os entrevistados e supera o perfil imprudente na proporção de praticamente dois pra um, mostrando que a maior parte das pessoas tende a evitar atitudes inconsequentes em relação às próprias finanças. "Mesmo assim, a representatividade dos imprudentes é significativa e demonstra que a inadimplência e o superendividamento são problemas graves, não apenas para milhões de consumidores, mas também para a economia do país", explica Kawauti.

 

Metodologia

 

A amostra do estudo foi composta por consumidores das 27 capitais brasileiras, com mais de 18 anos, de ambos os sexos, pertencentes a todas as classes sociais e divididos em dois grandes grupos: 639 pessoas adimplentes e 606 pessoas inadimplentes. O critério utilizado para definir quem está no grupo do adimplente e do inadimplente foi ter, ou não, conta vencida há mais de 90 dias.

 

Faça o teste e veja qual é o seu perfil em http://meubolsofeliz.com.br/teste/teste-que-tipo-de-consumidor-voce-e/

Baixe a pesquisa completa em: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas

27/08/2014 - Reunião Alinhamento das Ações

Na Noite de ontem foi realizada na sede da CDL Linhares o Alinhamento das Ações da campanha Compra Premiada com a presença das Lojas participantes, Patrocinadores e Diretoria da entidade.

27/08/2014 - Banco paga menos por recursos, mas juro cobrado é o maior desde 2011

Taxa bancária para pessoas físicas subiu para 43,2% ao ano em julho. Também subiu juro bancário cobrado das empresas para 23,1% ao ano.


Nem mesmo a interrupção do processo de alta dos juros básicos por parte do Banco Central, que levou as instituições financeiras a pagarem menos pelos recursos captados no mercado financeiro, impediu os bancos de cobrarem juros maiores dos seus clientes pessoas físicas e empresas.

Segundo números divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (26), a taxa média de juros cobrada das famílias pelos bancos subiu pelo sétimo mês seguido em julho, para 43,2% ao ano. E atingiu, novamente, o maior patamar desde que o Banco Central começou a divulgar esses dados, em março de 2011. Em junho, a taxa estava em 43% ao ano.

Desde março deste ano, quando o BC deu as primeiras sinalizações que poderia interromper o processo de alta dos juros básicos da economia, o que já gerou reflexo na curva de juros (usada como base para o quanto os bancos pagam pelos recursos), a taxa de captação dos bancos, que estava em 12,5% ao ano, recuou para 11,5% ao ano (patamar de julho), ou seja, uma queda de um ponto percentual.

Mesmo assim, as instituições financeiras continuaram subindo os juros cobrados das pessoas físicas e das empresas. Em março deste ano, a taxa cobrada das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (sem contar crédito rural e habitacional), estava em 41,6% ao ano, passando para 43,2% ao ano em julho deste ano – um aumento de 1,6 ponto percentual.

Spread bancário sobe

O aumento dos juros bancários com intensidade maior que a alta da taxa básica, e o não repasse do corte da taxa de captação nos últimos meses, gerou o aumento do chamado spread bancário, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram dos clientes.

O spread é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

Em abril do ano passado, antes do início do processo de alta dos juros básicos da economia, o spread bancário nas operações com pessoas físicas estava em 25,4 pontos percentuais. Em junho deste ano, já estava em 31,3 pontos percentuais, passando para 31,7 pontos percentuais em julho – o maior valor da série histórica do BC, que começa em março de 2011.

Taxa média de empresas e geral

No caso das operações dos bancos com as empresas, ainda com base nos chamados recursos livres, a taxa média subiu de 22,6% ao ano em junho para 23,1% ao ano em julho – o maior patamar desde março deste ano.

Já a taxa média geral de todas as operações com recursos livres (pessoas físicas e empresas) subiu de 32% ao ano em junho para 32,3% ao ano em julho, o maior nível desde fevereiro de 2012, quando estava em 32,5% ao ano.



Fonte: G1

27/08/2014 - Índice de Preços ao Produtor tem deflação em julho, diz IBGE

No ano, o índice acumula alta de 0,61%, segundo a pesquisa. O IPP mede a evolução dos preços de produtos 'na porta de fábrica'.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mostrou deflação em em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi de 0,29% em comparação com o mês anterior, resultado superior ao alcançado em junho, quando houve recuo de 0,13%.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores das indústrias de transformação.

No ano, o índice acumula alta de 0,61%, contra 0,90%, verificado em junho. Na comparação com o mesmo mês de 2013 (acumulado em 12 meses), os preços aumentaram 3,45%, contra 5,01% em junho.

Frente a junho, 6 das 23 atividades pesquisadas registraram variações positivas de preços, contra 8 do mês anterior. Os destaques ficaram com impressão (-2,15%), calçados e artigos de couro (-1,38%), alimentos (-1,18%) e madeira (-0,96%).

De janeiro a julho, as maiores variações percentuais partiram de metalurgia (5,62%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,70%), refino de petróleo e produtos de álcool (4,01%) e madeira (-3,95%).

No acumulado em 12 meses, as maiores altas partiram de refino de petróleo e produtos de álcool (8,93%), calçados e artigos de couro (7,76%), impressão (-6,90%) e metalurgia (6,01%).



Fonte: G1