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29/08/2016 - 46% dos inadimplentes não têm condições financeiras de pagar as dívidas em atraso nos próximos três meses, mostra SPC Brasil

Em um ano, valor total das pendências diminuiu 34% e chega a R$ 3.544 mil. Perda do emprego e queda da renda são os principais motivos para não pagar as contas atrasadas

 

A crise econômica chegou forte nos lares brasileiros e desde 2014 os consumidores seguem preocupados com os impactos no bolso. Os reflexos foram imediatos e uma pesquisa nacional do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que quase metade dos brasileiros inadimplentes (46,5%) não têm condições de pagar suas dívidas em atraso nos próximos três meses. Seis em cada dez entrevistados (61,2%) no estudo

 

“Perfil do Inadimplente Brasileiro” acreditam que a situação financeira piorou na comparação com o ano passado, seja em razão do endividamento (24,4%), porque estão desempregados (16,4%) ou pelo fato da renda ter diminuído (20,4%). Apenas uma em cada cinco pessoas entrevistadas (20,6%) tem intenções de pagar e reúne condições para quitar as dívidas integralmente nos próximos 90 dias.

 

O levantamento mostra que, na comparação com 2015, o valor médio total das pendências diminuiu 33,9%, chegando a R$ 3.543,60 – entre os entrevistados das classes A e B e com idade entre 35 e 64 anos a dívida é ainda maior, de R$ 5.633,95 e R$ 4.176,29, respectivamente. Porém, a diminuição do valor total da dívida dos inadimplentes não é um reflexo de uma possível melhora na capacidade de pagamento desses consumidores.

 

“Nos últimos anos, a recessão, o desemprego e os efeitos da inflação enfraquecem o poder de compra das pessoas. Ao mesmo tempo, o acesso ao crédito se tornou mais restrito, uma vez que os concedentes começaram a exigir maiores garantias dos tomadores”, explica Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil. “A dívida menor pode ser um sinal de que está mais difícil conseguir dinheiro emprestado para comprar. Consequentemente, cai o endividamento, ao menos temporariamente”.

 

Quando indagados sobre os principais motivos para deixar de pagar as contas atrasadas, percebe-se que a perda do emprego ainda é o fator de maior impacto, para 28,2% dos entrevistados (33,3% em 2015). Em seguida são mencionados a diminuição da renda (14,8%, contra 10,5% em 2015), a falta

de controle financeiro e de planejamento no orçamento (9,6%, contra 21,0% em 2015) e o empréstimo do nome para compras feitas por terceiros (9,3%, aumentando para 30,0% entre os mais velhos e 9,9% nas classes C, D e E).

 

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, mesmo que o desemprego e a queda de renda sejam acontecimentos alheios à própria vontade, ao qual todos estão expostos sobretudo quando o país se encontra em crise, o consumidor deve estar prevenido e contar com uma reserva financeira emergencial para manter as despesas sob controle. “Naturalmente, as pessoas que não costumam constituir reserva financeira para imprevistos vão sofrer mais com a perda do emprego.

 

Vale lembrar que não importa o tamanho da renda, o importante é saber guardar uma parte todos os meses, pois essa atitude pode fazer a diferença nas horas difíceis”, alerta Kawauti.

 

Aluguel, plano de saúde e condomínio são principais contas em dia

 

A pesquisa fez um mapeamento do comportamento do brasileiro inadimplente em relação aos compromissos financeiros que possuem e também as suas dívidas. As principais contas que os devedores têm são de serviços básicos de água e luz (57,6%), cartão de loja (47,5%), contas de telefone (41,9%) e cartão de crédito (40,4%).

 

Os compromissos que mais se encontram em dia, são o aluguel (94,9%), o plano de saúde (91,8%) e o condomínio (91,3%). Por outro lado, considerando as contas em atraso, as principais são relacionadas a serviços de crédito como empréstimo em bancos ou financeiras (89,6%), parcelas do cartão de loja (83,9%), cartão de crédito (74,9%) e contas de crediário e carnês (68,7%). No geral, todas essas pendências em atraso estão nessa situação há mais de um ano. Os destaques são o longo período de 21,3 meses em média de parcelas atrasadas de empréstimo de bancos e financeiras, 21,7 meses do cheque especial e o tempo menor de atraso de sete meses para as contas de água e luz.

 

“A iminência de corte de serviços de necessidade básica quando há atraso no pagamento pode ser um motivo para que essas contas tenham menor percentual de atraso em relação às dívidas bancárias. A pessoa não tem como pagar tudo; então, elege prioridades como o aluguel e o plano de saúde, por exemplo. Já o pagamento das contas relacionadas ao crédito bancário, por terem, em geral valores mais altos e por conta do momento econômico desfavorável, pode ser adiado. Além disso, os juros dessas despesas são os mais altos, contribuindo para aumentar rapidamente o valor total da dívida do consumidor”, analisa Kawauti.

 

A economista afirma que, além da maior dificuldade do consumidor em arcar até mesmo com as contas básicas em meio à crise econômica, as empresas que prestam esses serviços de água, luz e plano de saúde mostram cada vez mais disposição em negativar os inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. “Tem sido mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento ou a interrupção do serviço prestado”.

 

Os “culpados” da inadimplência: roupas, calçados e eletrodomésticos

 

O levantamento do SPC Brasil e CNDL também identificou quais são os principais produtos e serviços que os consumidores compraram e que os levaram às dívidas e à inadimplência: roupas (45,0%, aumentando para 50,6% entre as mulheres e 57,7% entre os desempregados), calçados (25,8%) e eletrodomésticos (17,4%) – 11% nem ao menos se lembram dos produtos comprados.

 

A pesquisa mostra que além da perda do emprego, alguns hábitos de consumo também favoreceram a inadimplência. Considerando os entrevistados que alegaram descontrole financeiro como causa do nome sujo, os principais motivos são a vontade de aproveitar promoções sem avaliar o orçamento (31,7%) e não negociar bem no momento da compra (29,3%). Questionados sobre possíveis problemas que poderiam estar passando e que teriam contribuído para ficarem inadimplentes, 50,0% dos entrevistados afirmaram que não estavam passando por nenhum momento difícil, 10,1% sofriam de ansiedade, 8,8% tinham problemas no trabalho e a mesmo percentual também estavam com o emocional abalado por problemas financeiros foram os mais citados.

 

“Analisando os itens mais citados como responsáveis pela dívida que levou à inadimplência, podemos afirmar que há certo desequilíbrio por parte do consumidor. Embora alguns destes itens possam ser considerados de primeira necessidade, chegar à inadimplência por causa disso sugere que houve exagero ou falta de planejamento nas compras”, aponta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli. “Para muitos brasileiros, é um desafio frear o ímpeto de ir às compras e agir racionalmente diante de tantos apelos e vontades, mas é preciso considerar que a queda no poder de compra, neste momento, é generalizada, sem distinção de classe social. Todos, portanto, devem adotar cautela extra na gestão do orçamento mensal, a fim de evitar desequilíbrios e problemas financeiros”, conclui Vignoli.

 

71% ficaram com o nome sujo pela primeira vez no último ano

 

De uma forma geral, o perfil do inadimplente manteve-se similar quando comparado aos dados levantados em 2014 e 2015:

 

 56,3% dos inadimplentes são do sexo feminino;

 64,1% têm idade entre 25 a 49 anos;

 58,8% têm ensino médio incompleto ou completo;

 92,2% são das classes C, D e E; 

 33,9% são funcionários de empresas privadas e 28,4% autônomos;

 15,9% estão desempregados, sendo a média de nove meses nessa situação.

 

A pesquisa identificou um aumento significativo de 23,2 pontos percentuais no total de pessoas que estão com o nome sujo pela primeira vez (71,4%) na comparação com 2015, sobretudo entre os homens (77,2%, ante 67,0% entre as mulheres).

 

Negociar com credores e fazer bicos são estratégias para limpar nome

 

Para 47,3% dos inadimplentes, o acordo com os credores continua a ser o meio preferido para limpar o nome – em 2015 o percentual era de 37,2%. Em seguida, estão a geração de renda extra por meio de bicos (22,9% contra 9,3% no ano passado) e fazer economias no orçamento (21,1%, contra 10,9% em 2015). Considerando esses inadimplentes que pretendem economizar para pagar as dívidas (21,1%), os principais cortes no consumo serão no lazer (46,6%), compra de roupas e calçados (36,2%) e alimentação fora de casa (34,5%).

 

Em média, os entrevistados acreditam que todas as dívidas em atraso serão pagas em média em 12 meses, sendo que 9,5% admitem levar de um a dois anos para isso. As dificuldades enfrentadas para limpar o nome mais citadas correspondem a deixar de consumir produtos e serviços considerados fundamentais ou básicos pelos inadimplentes (38,7%) e o valor da dívida, considerado muito superior aos rendimentos (34,1%).

 

“A situação se torna ainda mais preocupante quando se analisa o cenário econômico atual, caracterizado pelo achatamento do poder de compra, pela inflação elevada e pelo crescimento dos níveis de desemprego”, afirma o presidente do SPC Brasil. Para Roque Pellizzaro, o momento econômico do país pede especial atenção aos hábitos de consumo adquiridos nos últimos 20 anos.

 

 

Ainda assim, apesar do cenário atual negativo, tanto na economia quanto na vida financeira de cada brasileiro, os inadimplentes se mostram otimistas com relação ao futuro: 52,3% acreditam que sua situação financeira irá melhorar em um horizonte de seis meses – percentual maior dos que os 24,1% que imaginam uma situação igual à atual e do que os 5,8% que esperam uma piora.

 

Baixe a íntegra da pesquisa: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

 

 

 

Fonte: http://www.cndl.org.br/categoria/geral/

12/08/2016 - Confiança dos micro e pequenos empresários cresce 20,7% e atinge maior nível em 15 meses, mostra indicadores SPC Brasil e CNDL.

O Indicador de Confiança dos micro e pequenos empresários dos segmentos do varejo e de serviços calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) avançou 20,7% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior, passando de 37,06 pontos para 44,72 pontos, atingindo o maior patamar em 15 meses de série histórica. Na comparação com junho, quando o indicador estava em 42,93 pontos, o crescimento foi de 4,2%.

 

Apesar da melhora no indicador registrada nas variações anual e mensal, a maior parte dos entrevistados ainda avalia que as condições gerais da economia e de seus negócios pioraram no último semestre, uma vez que segue abaixo do nível neutro de 50 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100 – acima de 50 pontos mostra otimismo e abaixo mostra pessimismo.

 

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, chama a atenção que mesmo com o cenário econômico deteriorado dos últimos meses, para a maioria dos micro e pequenos empresários as perspectivas para os próximos meses continuam a melhorar. “A proporção dos que se dizem confiantes com a economia subiu, ao passo que a proporção dos que se dizem pessimistas caiu. O fenômeno repete-se, com intensidade ainda maior, quando analisamos as perspectivas para o futuro dos próprios negócios. Mais da metade dos empresários diz estar confiante com o desempenho futuro de sua empresa”, analisa o presidente.

 

Segundo Pinheiro, a consolidação dessa tendência dependerá de sinalizações da equipe econômica do governo interino que, para além da agenda restritiva do ajuste, precisará acenar com uma agenda positiva capaz de destravar investimentos. “Medidas que reduzam a burocracia, facilitem o acesso ao crédito e estimulem o empreendedorismo são crucias para o desenvolvimento das pequenas empresas”, afirma.

 

Caminhando para o terceiro ano consecutivo sem crescimento da economia brasileira, os micro e pequenos empresários têm clara percepção de que as condições econômicas se deterioraram, mas já veem sinais de recuperação nos próximos meses. “Com a expectativa de resolução da crise política, a retomada da agenda econômica e os primeiros indicadores de estabilização da economia, deve haver a retomada da confiança dos empresários”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

 

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já por meio das expectativas, o indicador busca medir o que se espera para os próximos seis meses.

 

MPE demonstra mais pessimismo com economia do que com os negócios

 

O Indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção do micro e pequeno empresariado sobre o desempenho de suas empresas e da economia brasileira nos últimos seis meses, avançou de 21,32 pontos para 25,53 na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. O resultado, porém, segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, o que indica que para a maior parte dos entrevistados a economia piorou ao longo dos últimos seis meses. Esse indicador avalia a percepção do micro e pequeno empresário em duas dimensões: a dos negócios e da economia. A avaliação sobre os últimos meses da economia pontuou 22,82 pontos, enquanto a avaliação sobre os últimos meses dos negócios pontuou 28,24 pontos.

 

Em termos percentuais, 77,7% consideram que a economia piorou nos últimos seis meses. Embora elevada, esta é a menor proporção observada desde o início da sondagem. Apenas 6,4% consideram ter havido melhora. Em relação aos seus negócios, a proporção dos que relatam piora é ligeiramente menor (66,7%), enquanto a proporção dos que relatam melhora, um pouco maior (7,5%).

 

Desde o início da série histórica, os micro e pequenos empresários demostram mais pessimismo com a economia do que com os negócios. Em julho, para aqueles que consideram ter havido piora dos negócios, a crise é o principal motivo das dificuldades: 81,6% dizem que por sua causa as vendas diminuíram. Outros 7,3% mencionam o aumento do preço dos insumos e da matéria-prima sem que pudessem repassar para o consumidor.

 

Expectativas avançam 21% em relação ao ano passado

 

Segundo o indicador, os micro e pequenos empresários do varejo e serviços melhoraram suas expectativas para os próximos seis meses. Em julho, o indicador marcou 59,11 pontos, alta de 20,9% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando marcava 48,87. Na comparação mensal, as expectativas para a economia passaram de 54,78 pontos, em junho, para 56,07 pontos, em julho. Com essa alta, o indicador manteve-se acima da marca neutra de 50 pontos, indicando que a maior parte desses empresários espera que a economia melhore nos próximos meses. O mesmo foi observado nas expectativas para os negócios, que atingiram 62,16 pontos.

 

Em termos percentuais, 42,5% manifestam confiança para os próximos seis meses em relação ao desempenho da economia e 21,5% manifestam pessimismo. Entre os confiantes com a economia, a percepção de que a crise política será resolvida foi a principal razão para justificar o otimismo (42,4%). Outros 28,5%, apenas sentem que as coisas irão acontecer e 15,6% afirmam que a inflação será controlada e que o país retomará o crescimento. Porém, a crise política aparece como razão tanto para o otimismo quanto para o pessimismo: seis em cada dez MPEs (59,3%) que se dizem pessimistas com a trajetória da economia brasileira atribuem essa percepção ao fato de que a crise política não será resolvida. Outros 14,5% dizem acreditar que crise econômica seja grave e que por isso estão pessimistas.

 

Já sobre o cenário dos seus negócios, o percentual de otimistas passa para 53,5% e o de pessimistas para 13,9%. Entre os otimistas, quatro em cada dez micro e pequenos empresários (41,4%) justificam-se dizendo que seu negócio vai se recuperar com a queda da inflação e aumento do emprego; 26,9% diz que tem o sentimento de que as coisas irão melhorar, 14,3% garantem que estão investindo no negócio para enfrentar a crise e por isso estão confiantes e 9,1% dizem estar fazendo uma gestão profissional do negócio e acreditam que isso ajudará. Já entre os que manifestam pessimismo com seu negócio, 62,2% justificam-se dizendo que a economia não vai se recuperar, com aumento da inflação e queda do emprego. Outros 22,5% dizem que seu negócio foi afetado demais e não tem como se recuperar.

 

Metodologia

 

 

O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (ICMPE) leva em consideração 800 empreendimentos do setor comércio varejista e serviços, com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.

 

Baixe a íntegra da pesquisa: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

 

 

Fonte: http://www.cndl.org.br/ca/tegoria/geral

 

10/08/2016 - Inadimplência desacelera pelo terceiro mês seguido e número de negativados cai 58,9 milhões, mostra SPC Brasil e CNDL.

A inadimplência do consumidor voltou a dar sinais de desaceleração. De acordo com o indicador apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de brasileiros negativados atingiu 58,9 milhões no último mês de julho – o que representa 200 mil consumidores em situação de inadimplência a menos do que o apurado em junho, quando girava em torno de 59,1 milhões de devedores. Apesar da queda, esse número é considerado elevado pelos economistas do SPC Brasil por representar 39,57% da população adulta no país.

 

Mesmo com a discreta queda na estimativa de brasileiros negativados na passagem de junho para julho, o volume de consumidores inadimplentes aumentou 1,99% no último mês frente julho do ano passado. Trata-se da terceira desaceleração consecutiva do indicador na base anual de comparação. Na comparação mensal, em relação a junho, sem ajuste sazonal, houve um leve recuo de -0,85% no volume de consumidores inadimplentes. Os dados não levam em consideração a região sudeste devido a entrada em vigor da Lei Estadual nº 15.659, conhecida como ‘Lei do AR’, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo.

 

“Apesar do crescimento mais moderado da inadimplência na comparação anual e da queda na comparação mensal, ainda é cedo para considerar que a tendência de retração da inadimplência se manterá ao longo dos próximos meses”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

 

Para ele, isso acontece porque o país enfrenta dois movimentos distintos na economia. “Por um lado, há a recessão, que conta com aumento do desemprego, queda na renda e inflação elevada, o que restringe o poder de compra da população, afetando sua capacidade de pagamento. Por outro, há a maior restrição ao crédito, devido a elevada taxa de juros e a maior incerteza por parte dos tomadores e concedentes de crédito”, explica o presidente.

 

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ambos os fatores afetam a inadimplência em direções distintas. “O resultado de julho sente o efeito da maior restrição ao crédito, podendo ser um efeito temporário e que não necessariamente está ligado a uma melhoria na capacidade de pagamento dos consumidores”, afirma. “Por ora, é precipitado atribuir os sinais de estabilidade da inadimplência ao desempenho da economia, já que a retomada da melhora do ambiente econômico vem acontecendo de forma tímida, e ainda exigirá tempo para traduzir-se em aumento do emprego e da renda”.

 

Região Norte tem maior parcela da população negativada.

 

Assim como nos últimos meses, a região Nordeste foi a que teve o maior crescimento no número de devedores: alta de 5,01% na comparação anual. Em seguida, a região Norte, com um aumento de 0,85%. Já as regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram leves recuos, de -1,12% e -1,23%, respectivamente.

 

Apesar do Nordeste ter apresentado o maior aumento de novos inadimplentes, é a região Norte que detém, proporcionalmente, a maior população de consumidores inadimplentes: são 5,24 milhões de pessoas com contas em atraso, o que representa 45,58% da população adulta desta região. O Centro-Oeste, com número absoluto de 4,69 milhões, apresenta a segunda maior proporção da população adulta em situação de inadimplência (41,55%). A região Nordeste registrou 16,26 milhões de negativados, com 41,27% da população adulta. Por fim, o Sul, com um total de 8,16 milhões de consumidores negativados, apresentou a menor proporção (36,98% da população adulta).

 

Dívidas com água e luz lideram crescimento.

 

O indicador também verificou que houve crescimento de 1,82% na quantidade de dívidas atrasadas na comparação entre julho de 2016 e o mesmo mês do ano passado. Na variação mensal, entre junho e julho, houve uma leve retração de 1,18%.

 

A abertura do indicador de dívidas em atraso por setor da economia mostra que o brasileiro ainda enfrenta dificuldades para realizar o pagamento de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi com as empresas concessionárias de serviços como água e luz, cuja alta atingiu 8,33% na comparação anual. “Além da maior dificuldade do consumidor em arcar até mesmo com suas contas básicas, em meio à crise econômica, as empresas desses serviços mostram mais disposição em negativar os consumidores inadimplentes como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista-chefe Marcela Kawauti.

 

As dívidas com os bancos crescerem 2,48%, ao passo que os atrasos junto ao comércio avançaram 1,42% na base anual de comparação. O único setor em que houve queda na quantidade de novas dívidas registradas foi o setor de comunicação, que engloba TV por assinatura, internet e telefonia, com recuo de 5,17%. Para os especialistas do SPC Brasil, esta queda ainda não pode ser configurada como tendência para o segmento, mas sim uma acomodação, já que o setor foi o destaque negativo da inadimplência ao longo de vários meses em 2015, apresentando as maiores altas do indicador.

 

Ainda que o crescimento das dívidas no setor de contas de água e luz seja o principal destaque do mês de julho, as dívidas com os bancos são as que concentram, proporcionalmente, o maior número de pendências, com participação de 42,13% no total de dívidas em atraso das quatro regiões, seguido do comércio, com 24,44% e do setor de comunicação, com 12,46%. O setor de água e luz concentra 9,26% do total de pendências.

 

Metodologia

 

 

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

Baixe a íntegra da pesquisa: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

 

 

Fonte: http://www.cndl.org.br/categoria/geral/

04/08/2016 - Em parceria com a CDL Linhares, Faculdade Pitágoras promove vestibular disponibilizando bolsas de graduação com 50 % de desconto.

 

"O benefício é voltado aos associados da CDL, empresários e seus colaboradores, os 10 primeiros colocados irão ganhar uma bolsa de 50 % de desconto em cursos de graduação".

 

No próximo dia 10 de Agosto a CDL Linhares junto à faculdade Pitágoras realizará um vestibular voltado aos associados e seus colaboradores, a iniciativa afirma a parceria de longa data que existe entre as duas instituições.

 

O projeto que a apóia a acessibilidade a capacitação, contemplará os dez primeiros colocados, ou seja, as dez melhores notas no vestibular, com uma bolsa de 50% de desconto no valor da mensalidade, é uma ótima oportunidade para quem deseja ingressar no ensino superior.

 

“Em um momento de fragilidade econômica, nosso intuito é envolver e incentivar os nossos associados a buscarem conhecimento, para se fortalecer ainda mais”, afirma Marcelo Japhet. O presidente da CDL ainda destaca a importância da disponibilidade das bolsas, “Sempre buscamos criar oportunidades para os nossos associados, por isso a oferta de 10 bolsas com 50 % de desconto é um grande atrativo”

 

As provas são isentas de taxa de inscrição, serão aplicadas na faculdade Pitágoras as 19:00 Horas do dia 10 de Agosto (quarta-feira). As inscrições podem ser feitas pelo telefone (27) 2103-7222 ou (27) 2103-7217.

 

Parceria CDL Linhares X Faculdade Pitágoras.

 

As duas instituições mantêm uma parceria entre si que existe há muitos anos, e que já beneficiou muitos afiliados da instituição. Todos associados e seus respectivos colabores e dependentes possuem de 15 a 20% de desconto nos cursos de graduação* e 10% nos cursos de pós-graduação, para acessar ao benefício é preciso solicitar uma declaração na recepção da CDL que comprove o vínculo da empresa com a entidade e apresentar na secretaria da faculdade.

 

Estudantes que não possuem desconto no valor da mensalidade, também podem se associar a CDL Linhares para usufruir desta vantagem. Mais informações também podem ser esclarecidas pelo telefone (27) 3264-5050.

 

 

A promoção válida para todos os cursos, exceto Odontologia.

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